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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Receitas para o fim de ano para empresas de software

Final de ano. Época de natal. Período em que comércio e indústria focam seus esforços na venda para os consumidores. Mas e a indústria de software? Neste período as empresas de software têm uma baixa considerável de suas vendas devido aos fatores do momento para a indústria e comércio. Fizemos uma lista com 7 estratégias que podem ser adotadas pelas empresas de software, para aproveitar o bom momento de Janeiro, quando o comércio a indústria tem dinheiro em caixa para investir.

1. Adaptar os sistemas para as exigências do governo. Em 2010 diversos novos ramos de atividades serão obrigados a emitir nota fiscal eletrônica, SPED-Fiscal, SPED-Contábil, PAF-ECF e CT-e. De nada adianta fazer publicidade de software no período de natal, uma vez que a atenção do comércio e indústria se volta às vendas. Devendo a empresa de software focar sua publicidade em Janeiro, que é a época em que há dinheiro no caixa para as empresas investirem. E estarão todas procurando softwares que já tenham estas obrigatoriedades do governo. Por este motivo, este tempo de baixa nas vendas, as empresas de software devem aproveitar o tempo livre para adaptarem seus softwares a estas exigências. Fazendo destas novas implantações aos sistemas, seus fatores de destaque – e porque não diferenciação – em suas publicidades.

2. Melhorar a comunicação interna e externa da empresa. Uma empresa de software deve criar novos canais de comunicação para seus públicos internos e externos. Para isso a utilização de Wikis é muita importante. Leia mais sobre isso, em outro artigo escrito por moi(sic): Aqui: http://www.outrolado.com.br/Artigos/wiki_melhorando_o_atendimento_do_publico_interno_e_externo

3. Treinamento da equipe de desenvolvimento. O aperfeiçoamento dos profissionais da empresa seja em desenvolvimento, metodologias, novas tecnologias, certificações, são importantes para a empresa de software. Por isso, beste período de baixa nas vendas, envie seu pessoal para treinamentos. Para que sua empresa esteja a todo vapor em 2010. Mas deixe seu pessoal de suporte ai, para atender no período de alta do comércio e da indústria.

4. Fazer o planejamento de 2010. Planejar é preciso. Onde você quer estar daqui a 1 ano ou anos? Sabe o que geralmente respondem? Vivos. Isso não é objetivo. Faça objetivos e trace planos estratégicos, de marketing e financeiros. Isso pode ajudar sua empresa até a conseguir um financiamento com carência e juros baixinhos. Confira os links no final destas 7 estratégias para final de ano.

5. Mudar o site de sua empresa. A Internet é uma ferramenta importante para qualquer empresa, mas principalmente para uma empresa de software, que não deve ser estático, mas adaptado com a web 2.0. E aqui inclui a estratégia de número 2. Além do mais, ano novo, site novo, principalmente com o que foi mencionado na estratégia de número 1.

6. Busque novas formas de financiar seus clientes. Quais formas de pagamento você oferece aos seus clientes? Boleto bancário, cartões de crédito, cheques, cartão BNDES, capital de giro, entre outros. Procure o gerente de seu banco e converse com ele. Vá conversar com gerentes de outros bancos e conheça o que podem fazer por sua empresa. Dê preferência aquelas formas com juros baixos, prazos longos para pagar e que possa receber a vista e não depender de ficar cobrando seus clientes.

7. O preço é o último fator de diferenciação. Qual é a estratégia mais fácil dos concorrentes copiarem? Se você disse preço acertou. Aqui vale todas as estratégias já mencionadas, principalmente a 1 e a 6.

Boas vendas em Janeiro e todo anos de 2010!

Links para a estratégia 1:

· Laboratório de Idéias. Empresa que oferece soluções para empresas de software na linguagem Delphi para NF-e, SPED-Contábil e SPED-Fiscal: www.laboratoriodeideias.info

Links para a estratégia 2:

· Artigo: Uso de wikis logo será prática nas empresas - Se você conseguir colocar em prática na sua empresa o hábito de usar wikis para colaboração e construção de conhecimento compartilhado vai ganhar um prêmio. Veja exemplos e sugira os seus. Leia mais: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/11/09/uso-de-wikis-logo-sera-pratica-nas-empresas/

Links para a estratégia 4:

Sobre o autor: Ramos de Souza Janones é publicitário e engenheiro de software. Mantém os sites www.ramosdainformatica.com.br, www.facedelphi.com.br, www.laboratoriodeideias.info, e o blog Sucesso com Software. Autor de diversos livros sobre programação e do curso Sucesso com Software. Seu e-mail de contato é: ramos@ramosdainformatica.com.br

domingo, 24 de maio de 2009

Estratégia: Milionário vendendo programas de 99 centavos

Um rapaz que desenvolveu o aplicativo iBeer, para iPhone, conquistou até agora nada menos que 18 milhões de usuários no mundo. Vendido a 99 centavos por download, faça as contas de quanto esse cara já faturou.

Quer ficar com vontade de bater a cabeça na parede se sentindo um estupido por não ter feito esse aplicativo, então assista o vídeo abaixo e veja o que ele te proporciona...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Estratégia online reforça seu produto na prateleira

Seu produto ou serviço está nos pontos de venda e ao alcance do consumidor. Veja como o apoio de um bom site pode fazer a diferença na percepção do público.

Por Caroline Fülep

Que toda indústria tem que ter um site, isso todas sabem. Mas explorar de maneira objetiva e funcional todas as possibilidades do espaço virtual é tarefa que exige planejamento e muito trabalho.

O resultado final de um projeto bem feito, entretanto, é sempre visto com bons olhos: a confiança conquistada. Se o consumidor confia na sua marca, confia nos seus produtos. E assim a relação flui naturalmente. Exatamente a mesma coisa que acontece quando confiamos em alguém.
Está lançado o desafio: conquistar um consumidor diante de tantas opções nas gôndolas dos supermercados. Para diminuir essa concorrência, o seu projeto de branding (processo de controle e gestão da qualidade de todos os pontos de contato da sua marca) já deve ter previsto anteriormente que precisa se diferenciar, inovar e focar - entre outros fatores.

Com essas informações em mãos, o site pode se tornar um poderoso acesso do seu consumidor à sua marca.

Fale

Nas embalagens o espaço é restrito e a informação precisa ser muito rápida. Na internet, o espaço é todo seu. Fale mais dos benefícios e diferenciais do seu produto ou serviço. Forneça informações relevantes e confiáveis de interesse do seu público em diferentes áreas. Saúde, esportes, viagens e cultura, por exemplo.

Crie um vínculo entre sua marca e esses assuntos e intensifique o processo de aproximação com o público alvo.

Mostre

Na internet, a gôndola é exclusiva e ilimitada. Depois de acessado, o site reduz drasticamente a concorrência enfrentada no ponto de venda. Explore imagens excepcionais das embalagens e fotografias profissionais dos seus produtos.

No site você pode promover a linha toda, levando o seu consumidor de um produto para o outro numa navegação agradável. Abuse (com bom senso) de todos os artifícios que possam despertar o consumo.

Mais recursos

No seu site, você pode veicular seu comercial quantas vezes quiser. Pode também criar um filme especial que não dependa de outra mídia. Pode mostrar a produção da sua indústria ou criar um ambiente virtual para interação. Tudo vai depender do seu planejamento, objetivos e quais as sensações que pretende causar no seu público.

Conte sobre a empresa

Falar da empresa, objetivamente, pode resgatar valores essenciais como a tradição ou informar sobre a tecnologia empregada. Informações relevantes sobre a origem do produto só acrescentam no processo de conquista.

Quem está na internet é para ser encontrado

Boas práticas usadas no desenvolvimento facilitam que o seu site seja encontrado (e visto) na internet. Muitas vezes isso implica em redução do uso de imagens e animações. É necessário analisar se é mais interessante atingir um público menor usando mais recursos, ou expandir para mais pessoas com algumas limitações gráficas. Converse com o seu desenvolvedor para saber mais sobre esses recursos.

Distribuição internacional

Sem nenhum custo extra sua marca estará em todos os computadores do mundo. Para isso, é preciso ser encontrada (item acima), estar disponível nos idiomas necessários e claro, ter um motivo pra tudo isso. Não adianta investir na divulgação na Tunísia se não há nenhuma possibilidade ou interesse de exportar o produto para esse país. Com tantas possibilidades muitas vezes é fácil perder o foco.

Diálogo com o consumidor

Nos modelos antigos de comunicação, este processo terminava quando a mensagem chegava ao receptor. Ex.: Seu anúncio dizia que o produto era bom e ponto final. Hoje, a mensagem volta em forma de elogio, crítica ou opinião e isso torna tudo diferente.

O consumidor cria expectativas em relação à promessa da sua marca e se ela não for cumprida, será alguém insatisfeito espalhando más notícias na velocidade que só a internet permite.

Aproveite o seu site para manter uma relação transparente e verdadeira com seu público. A internet permite esse diálogo com muita facilidade. Além disso, o monitoramento de tráfico é um artifício que só tem a acrescentar neste processo. Conheça as páginas mais visitadas e a origem dos seus visitantes, por exemplo. Use essas informações preciosas para produzir (e vender) mais e melhor.

O mundo está mudando

Por fim, o seu site permite que tudo isso seja mudado todos os dias. A internet está aí para facilitar que sua estratégia de fortalecimento da marca mude para acompanhar quem mais interessa neste processo todo: o seu consumidor final.

Fonte: Webinsider.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Por que investir em SEO se eu já estou entre os primeiros?

Com o crescimento que o mercado brasileiro de Search Marketing (SEM) vem conquistando nos últimos tempos, as empresas e profissionais da área acabam deparando-se, com certa frequência, com situações que já foram enfrentadas por outros segmentos, hoje já consolidados, quando ainda encontravam-se num estágio de afirmação.

Se existe, por um lado, um grupo de grandiosas marcas que já aceitam e compreendem este tipo de marketing, utilizando-o para a manutenção de sua presença digital – como Volkswagen, Tecnisa, Americanas, Claro, GOL e Nestlé – há um grande conjunto de empresas que não dispõem de verbas milionárias de marketing e que, por isso, possuem uma cautela muito maior em seus investimentos.

É comum que, entre esses anunciantes, que o primeiro passo só seja dado após uma movimentação por parte da concorrência, mas a falta de conhecimento no real retorno do marketing para mecanismos de busca dificulta esta tomada de decisão.Em diversos segmentos, já é visível a evolução da atenção dada às ações de Links Patrocinados – principalmente no último ano, mas outros serviços, como o SEO (otimização de sites para mecanismos de busca), ainda estão para dar seu salto na visão de algumas empresas.Ao apresentar um projeto de SEO, não é raro para um profissional ouvir do cliente que seu site “já é otimizado”.

Esta nomenclatura é dada frequentemente, da parte da empresa, simplesmente porque seu site está bem colocado nas buscas em alguns termos. Além disso, o serviço de SEO tem passado por uma certa popularização, e algumas técnicas de otimização (como a inclusão de alguns códigos descritivos na página, titles, metatags e coisas do gênero) difundiram-se de forma relativamente rápida no Brasil.

É importante considerar, contudo, que o SEO evolui rapidamente, e a cada dia novas técnicas e conceitos de otimização entram na cartilha dos que são realmente profissionais, demonstrando que ações pontuais (como a inclusão de alguns códigos) não dão resultados efetivos para um projeto consistente.

O SEO trabalha baseando-se em relevância de conteúdo, e tem como principal objetivo levar incremento de tráfego significativo a um website. Através do trabalho constante e que leva em consideração uma ampla gama de fatores, a otimização pode aumentar os totais de acessos em 100%, 300%, 500% e até 800%, dependendo do potencial de mercado e de cada empresa.

Dicas para saber se seu site merece um investimento de SEO

- Em sua ferramenta de Web Analytics, monitore o % de acessos ao seu site através de mecanismos de pesquisa;

- Se esse % for inferior a 70% procure um profissional da área de WebAnalytics ou SEO para fazer uma análise mais profunda, isso pode significar que você tem um grande potencial para um projeto de SEO;

- Verifique as palavras-chave que mais levam acessos ao site, se essas palavras tiverem uma ligação direta com o nome da empresa ou empreendimento, você tem bastante o que evoluir em relação a otimização para mecanismos de pesquisa;

- Caso as palavras-chave que mais levam acessos não estejam ligadas a seus produtos e negócios, então você está levando os visitantes errados ao seu site ;

- Faça pesquisas nos buscadores com palavras que não façam menção ao nome da empresa e/ou empreendimento mas que tenham ligação direta com seu produto ou serviço e veja se você esta presente na primeira pagina de resultados.

Exemplo de pesquisas para um hotel:
eventos em sao paulo
hotel sao paulohotel moema
pacote de nupciasespaço para eventos em sao paulo

O termo OTIMIZAÇÃO refere-se a atingir o resultado máximo que algo pode lhe proporcionar, seja em consumo, produção, venda ou performance. Um chiclete no balcão de uma loja de conveniência, um freezer de Coca-Cola gelada ao lado do caixa de supermercado, ou um site que esteja a um clique do usuário na hora certa, são alvos visando à conversão, divulgação e retorno para sua empresa e negócio quando o pensamentos e as intenções do consumidor estejam ligadas ao seu produto.

Otimização é isto. Sendo assim, otimizar um site não é incluir códigos e tags específicas nas páginas, mas entregar o resultado que o mercado permite para seu empreendimento, posicionando o seu site nos primeiros resultados dos mecanismos de pesquisa, gerando, assim, um incremento real de acessos e consequentemente de conversão on-line, seja ela um contato, uma solicitação de orçamento, uma venda efetiva ou uma reserva.

Faça suas analises e procure um profissional qualificado.
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Comece a seguir Felipe Igansi no Twitter

Fonte: Outrolado.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Na crise, acredite no Marketing de Guerrilha

Post publicado no blog de Guerrilha.




A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, nº 241, traz na capa 40 dicas para o pequeno empresário crescer na crise. E a dica 4, acima, sugere o uso de marketing de guerrilha.

Mas o texto da reportagem vai além, aconselhando o empresário investir suas reservas em criatividade ao invés da propaganda tradicional:

Em momentos de aperto econômico, como o atual, o marketing das empresas costuma ser jogado para segundo plano. Eis um grande equívoco, dizem os especialistas. “Justamente em períodos de contenção de despesas, quando a maioria dos empresários se esconde, é que se deve divulgar o negócio”, afirma José Eduardo Balian, professor de finanças da ESPM. “Está aí a grande chance de se diferenciar da concorrência”. Nem pense em gastar todas as suas reservas nos tradicionais anúncios publicitários. Aposte no marketing de baixo custo. Execute táticas que envolvam mais a criatividade do que o dinheiro“.

O engraçado, mas nem um pouco surpreendente, é o autor da matéria, Wagner Roque, colocar em lados opostos a criatividade e a propaganda tradicional.

Não é surpreendente porque em 2002, antes mesmo da consolidação do conceito de WEB 2.0, o livro “A Queda Da Propaganda - da mídia paga à mídia espontânea” já dizia, e levantava uma enorme polêmica, que o papel da propaganda não é ser criativo, mas sim informativo, e que a criatividade é função de quem provoca a mídia espontânea, uma vez que estes precisam encontrar formas de ser interessante a ponto de fazer sua mensagem ser falada em troca de nada.

O ponto é que empresas pequenas e, principalmente, as grandes corporações desperdiçam uma quantidade enorme de recursos ao não considerarem essa premissa básica: investir na comunicação de uma mensagem e não conseguir fazer com que as pessoas falem sobre a mensagem é jogar dinheiro fora. E para nós, guerrilheiros que por definição potencializamos os nossos recursos, é chocante ver coisas como:

# Estandes milionários em todo tipo de feira que ficam vazios e só são falados em programas jabazentos que mostram seu making of.

# Sites belíssimos, que demandaram hora$$ de programação, e dentro de uma web ávida por conteúdo e novidades precisam comprar posts em blogs para receberem links e serem acessados.

# Páginas e páginas e páginas de revistas com anúncios que não serão lidos e, muito menos, comentados.

Em tempo de crise _ quando dos catadores de papel de São Paulo aos times da NBA nos EUA, passando por montadoras e bancos, todos recorrem ao socorro financeiro oficial _ os governos dos países deveriam exigir como contrapartida nestes empréstimos, além do não pagamento de bônus aos executivos, que todo centavo investido em ações de marketing nestas empresas gere boca-a-boca. É tempo de fazer mais com menos.

Abs, Gfortes

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Estratégia de final de ano?

Chegamos a 1o. de Dezembro. Final de ano, natal. Nesta época do ano é comum diminuir as vendas de software de alguns setores, especialmente de comércio, devido ao fato de que as empresas focam seus esforços no Natal, que é uma das melhores épocas do ano para o comércio e indústria.

Com esta baixa das vendas neste período vemos algumas empresas de software baixando seus preços para atrair novos clientes e até fazendo publicidade neste mês. O que é um erro.

Neste período de baixa, mesmo que com uma promoção possa até vender, o empresário que contratar vai querer implementar somente após o Natal. Deve-se ficar atendo ao cenário pós natal e de reveillon, que é o mês Janeiro. Nesta época do ano os empresários comemoram os sucessos nas vendas do natal, fazem balanço do ano, e estão bastante otimistas e com planos de "ano novo". É uma época propícia para vendas de software e soluções de tecnologia. E o que é melhor: sem precisar fazer promoções. Além do mais, fazer publicidade no período de natal - isso quando o assunto é software - é um erro devido a quantidade enorme de publicidade do varejo e da industria, tirando um destaque que sua publicidade pode ter em outras épocas, como o Janeiro.

Então aproveite o período de baixa e clima de festas para melhorar seus softwares, lançar uma nova versão em Janeiro, estudar, investir em conhecimentos e novas tecnologias, planejar o ano de 2009.

Esta é a dica da semana.

domingo, 30 de novembro de 2008

Start-ups devem registrar o software no INPI, diz Cietec

Apesar de trabalhoso, o registro do código fonte de software e acordos de sigilo com os colaboradores podem garantir o futuro da sua empresa

Fonte: InfoExame.

Algumas fabricantes brasileiras de produtos naturais se viram num grande embate oito anos atrás. Quem quisesse produzir insumos derivados do Cupuaçu teria de pagar royalties à empresa japonesa Asahi Foods. Ela havia entrado com pedido de patente do nome no Japão e na Europa, mesmo o Cupuaçu sendo um fruto originário da floresta amazônica brasileira. Em 2004, após uma manifestação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Asahi Foods perdeu a patente e as fabricantes nacionais voltaram a utilizar o nome em seus produtos. Mas o que isso tem a ver com tecnologia?

Uma das preocupações de um empreendedor em início de carreira deve ser o cuidado com os direitos de propriedade de sua obra, principalmente quando se trata de um software. Para isso, as start-ups precisam recorrer ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para pedir o registro de software.

“O registro garante a propriedade sobre o código fonte do software. Os casos de uso indevido de um código são comuns com funcionários que são demitidos e vão para outras empresas”, afirma Franco Lazzuri, coordenador de software do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec). Além de incubar uma série de start-ups, o Cietec incentiva e presta consultoria a empresas que pretendam proteger as suas informações.

O processo não é dos mais fáceis e pede paciência aos empresários. Porém, o registro é bem mais simples do que buscar o patenteamento, que pode demorar até cinco anos e precisa ser feito em diferentes países. Os responsáveis devem retirar envelopes no INPI e enviar as linhas do código junto a um cabeçalho para o órgão. O problema é que cada envelope recebe apenas seis folhas com o código, uma tarefa chata e custosa ao empresário. “Cada registro de software custa entre 900 e 1,1 mil reais em média”, diz Lazurri.

Além do registro, algumas boas práticas devem ser incluídas na cartilha do pequeno empreendedor. O coordenador do Cietec lembra que é importante fazer um acordo com os desenvolvedores e outros funcionários para que abdiquem do direito autoral do software. Vale também criar o famoso contrato de sigilo e exigir por contrato que, caso o funcionário deixe a empresa, ele fica impedido por dois anos de trabalhar numa concorrente.

Vale a pena investir
A Nexus Geoengenharia foi buscar consultoria para registro de software num curso promovido pelo Cietec em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A empresa, que trabalha com programas para gestão de recursos hídricos, já investiu quase 10 mil reais para garantir a propriedade de seus programas. “Na primeira vez, contratamos uma empresa especializada em direitos de propriedade para registrar nossos produtos”, afirma José Pinheiro, sócio da Nexus Geoengenharia.

Segundo Pinheiro, as outras vezes foram feitas diretamente no INPI. A Nexus possui mais de 1 milhão de linhas de código e, apesar de bastante trabalhoso, o registro é necessário. “Se você não fizer isso, vai correr altos riscos no mercado. Pior, seu cliente pode acabar recebendo uma ação de perdas e danos por estar usando um software que é, supostamente, de outra desenvolvedora”, diz o empresário.

A Nexus também segue as boas práticas do Cietec em relação aos seus colaboradores. Quando um funcionário é contratado pela companhia, ele assina um termo de responsabilidade dizendo que não tem com ele nenhum código fonte de outra empresa.

Novo nicho
E tem gente até faturando com essa história de registros e patentes. E não é prestando consultoria para que a própria detentora da tecnologia faça o registro, mas oferecendo um serviço de proteção à propriedade.

A Americana RPX, por exemplo, tem o registro de diversas tecnologias de seus clientes. Grandes empresas pagam entre 35 mil dólares e 4,9 milhões de dólares para não terem problemas com processos envolvendo quebras de patente. Ela se apresenta como uma defensora contra empresas que registram os produtos apenas com o objetivo de processar suas verdadeiras criadoras.

No final das contas, as grandes empresas acabam reavendo o direito de suas obras, mas gastam muito com isso. Tanto que tem companhias pagando 4,9 milhões para defendê-las previamente.

Até agora, a empresa recém criada já fez a aquisição de 150 patentes americanas e colocou mais 60 registros de aplicações sobre avaliação. O investimento da RPX é calculado em torno de 40 milhões de dólares em áreas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cinco dicas para sua empresa buscar a inovação

O termo criar, segundo o dicionário Michaelis, significa

Dar existência a, tirar do nada.

Ou seja, inventar algo, gerar uma idéia, conceito, solução, tendência de onde não existe nada. Ser 100% original.

Do outro lado do ringue, temos a palavra do momento, a tal da inovação. Já repararam a quantidade de empresas hoje que possuem um departamento (ou consultor) especialmente para inovar? Apelando ao bom Michaelis, temos:

Inovar: I. Tornar novo; II. Mudar ou alterar as coisas, introduzindo-lhe novidades.

Basicamente, na percepção deste que vos escreve:

- Criar é: um novo caminho.
- Inovar é: um novo jeito de caminhar.

As grandes empresas, por mais que continuem investindo, entenderam que ser 100% original sempre não é fácil (diria que é muito difícil, praticamente impossível) e sabem que o importante é conseguirem se reinventar quando necessário, agregando valor ao que, pela entropia normal do mercado, tende a se desvalorizar.

Todos são bombardeados com as mesmas informações e o diferencial acaba consistindo no trabalho mental realizado na absorção e aplicação das informações obtidas.

A criação, em seu sentido literal e mais profundo, definitivamente não te pertence mais! Pelo menos, infelizmente, para a grande maioria dos casos.

As empresas que têm um poder de inovação maior conseguem se destacar no mercado. Um exemplo básico? Apple e o seu iPhone. Inovaram na forma de se caminhar na estrada da telefonia móvel. (OK, o iPhone mesmo que não tenha recursos de outros smartphones, tem o remelexo de um Michael Jackson em seus tempos áureos, diferente da cintura de pedra dos outros aparelhos, o que o torna um parceiro bem atrativo).

A Apple contribuiu, neste caso, para a formação de um novo público, o qual é atraído cada vez mais pelo fator “usabilidade”, que torna target de seus produtos uma massa que até então estava bastante distante ou avessa à tecnologia.

Quanto mais fácil, mais vovozinhas e netinhas entram no bolo. Os números (e o frenesi) do mercado mundial falam por si só, não acha?

Se a sua empresa continua trabalhando com as mesmas premissas de cinco anos atrás, muito cuidado. O mercado muda em uma velocidade absurda e seus concorrentes com certeza já se apropriaram do conceito de inovação e, se ainda não lançaram mão, já planejam colocá-lo em prática.

Caso você ainda não tenha detectado nenhum movimento, aproveite e seja o primeiro. Veja o mercado como uma grande corrida de obstáculos, na qual ter a maior perna e o maior impulso não bastam, você também precisa de velocidade!

É importante destacar que, para o mercado, não necessariamente inovar é lançar algo novo. Possivelmente, inovar internamente também irá gerar resultados exponenciais. Afinal, quando melhora algum processo, reduz custos e agrega qualidade ao produto/serviço, você também cria uma nova percepção por parte do consumidor e fomenta ainda mais o acesso aos seus produtos/serviços por quem precisa deles. A inovação é um dos elementos do combustível que tornará seus produtos/serviços mais competitivos. Seja a inovação um processo realizado para dentro ou para fora da empresa, ou melhor, nos dois sentidos.

Como falar é muito fácil, vou deixar cinco dicas de como inovar, ou pelo menos, despertar esse sentimento em sua organização.

1. Convoque sua equipe e questione-os: como podemos fazer o que fazemos de maneira diferente, para melhor? Por mais que as pessoas (boa parte das organizações) sejam pagas para usar as mãos, muitas delas esperam as oportunidades de lhe oferecer suas mentes. Aproveite a chance!

2. Analise o que os concorrentes estão fazendo. Às vezes, quando você dá alguma idéia, outra pessoa acaba usando-a como trampolim para algo muito maior. Faça o mesmo;

3. Faça o fluxo reverso. Quando você tem o processo produtivo da sua empresa na cabeça, você acaba viciado pela cadeia de valor/processos. Inverta os papéis. Parta da necessidade do cliente, analisando como ele gostaria de interagir com seu produto/serviço;

4. Pergunte às pessoas de fora da empresa. Invista em pesquisas e fale com pessoas que não conhecem seu produto, como resolveriam uma determinada situação, na qual seu cliente em potencial se aplica. Pensar fora do quadrado é um dos pilares da inovação e talvez o quadrado seja justamente o limite imposto pelo seu conhecimento das rotinas e processos;

5. Por fim, crie uma rede de relacionamento com seus parceiros, os que geram produtos/serviços correlatos ao que você comercializa. Às vezes algum parceiro de processo percebe nuances do mercado que você mesmo não percebeu, pelo simples fato de que este é responsável por apenas uma parte do processo.
[Webinsider]

QueBarato e Pagamento Digital

Quanto mais aparecer, maiores suas chances de vendas. Principalmente na internet.

O BuscaPé, criou o QueBarato, um site de classificados on-line totalmente gratuito onde você insere seus anuncios com fotos e vídeos. Os resultados de visitas são bons. Além disto, o BuscaPé criou também o Pagamento Digital. Que é um site de intermediação de pagamentos. No QueBarato, além de anunciar você pode vender seus softwares on-line em conjunto com o Pagamento Digital.



Além de gerar um grande fluxo de visitas ao seu anúncio, aumentando suas chances de vendas on-line e ser grátis, quanto mais referências tiver seu site na Web, maior será sua chance de estar no topo dos resultados em sites de busca.

Vale a pena se cadastrar e anunciar grátis no QueBarato.

Experimente a publicidade no BuscaPé: Comprando o curso Sucesso com Software você ganha um cuporm de R$ 75,00 para experimentar a publicidade no maior portal de comparação de preços da América Latina.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A arte da guerra

"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, ainda que enfrente cem batalhas, jamais correrá perigo. Aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, às vezes ganha, às vezes perde. Aquele que não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, está fadado ao fracasso e correrá perigo em todas as batalhas." - Sun Tzu.

É comum empresários terem como um dos livros de cabeceira o livro "A arte da guerra", de Sun Tzu. Porque exatamente é isso que é o mercado: guerra.
O vídeo postado logo a baixo, conta a história da guerra dos browsers entre a Sun e a Microsoft, e faz parte de uma série de documentários apresentados pelo Discovery Channel, todas as quintas às 23 horas, que vale a pena assistir.
Sun Tzu, sem querer escreveu um excelente livro de marketing e de mercado, independente de seu conceito histórico, é muito atual.
Criamos o curso Sucesso com Software percebendo a lacuna que existe no mercado com temas focados para empresas e profissionais de software. Colocamos nossa experiência de mercado, a minha como publicitário (também) e estudos de casos de outras empresas para ilustrar os conceitos apresentados no curso. Tratamos este tema, sim, como guerra. O mercado hoje se globalizou, os concorrentes estão famintos. Vimemos em um "mundo novo" espantosamente rico em informações e um mundo cada vez menor.
Além do que simplesmente vender (digo "simplesmente vender" pelo ato de apenas vender, afinal, vender é difícil) um dos objetivos do curso é ensinar ao aluno a enxergar o mercado, seus concorrentes e poder dar a possibilidade deles próprios criarem suas estratégias de mercado e ataque a concorrência. Sempre ilustrando com diversas estratégias. Isso é guerra.
Claro que também ensinamos partes burocráticas, como aspectos legais de software e de empresas, elaboração de plano de negócios, quanto cobrar, et al. E aspectos que ajudam a aumentar a venda - além da estratégia de guerra - que é a propaganda, que também é utilizada como ferramenta de uma guerra. Basta observar a partir da 1a. Guerra Mundial, até as guerras atuais: uso de rádio pra comunicar com a população, panfletos, et al.

Vamos iniciar na semana que vem, uma série de novos estudos de casos aqui no blog. Alguns casos não poderei dizer quais são as empresas mencionadas outros estudos sim. Também vamos falar sobre comportamento do consumidor em relação a algumas ações. Então, até a semana que vem!


"O verdadeiro objetivo da guerra é a paz" - Sun Tzu

terça-feira, 8 de julho de 2008

Lição de casa...

Temos duas lições de casa para ajudar a aumentar suas vendas:

LIÇÃO DE CASA 1: Cadastre seus softwares em sites de download

Quanto em mais lugares está seu software, maiores as chances de venda.

A seguir uma lista de sites de download para cadastrar seus softwares:

* Ultra Download - http://ultradownloads.com.br/
* Superdownloads - http://superdownloads.uol.com.br/windows/index.html
* Baixaki - http://baixaki.ig.com.br/
* Super Site Web - http://www.supersitesdaweb.com/
* Grátis - http://www.gratis.com.br/
* Baixa Tudo - http://baixatudo.globo.com/
* Baixe - http://www.baixe.net/
* BaixeBem - http://www.baixebem.com/
* Brasil Downloads - http://www.brasildownloads.com.br/
* Download Completo - http://www.downloadcompleto.net/
* iProgramas - http://www.iprogramas.com.br/
* GaruDownloads - http://www.garu.com.br/
* NetDownloads - http://www.netdownloads.com.br/
* Tudo Downloads - http://www.tudodownloads.com.br/
* Zigg Toneladas de Downloads - http://www.ziggi.com.br/
* Terra Downloads - http://terrabrasil.softonic.com/

CASO DE SUCESSO: DIVULGAÇÃO POR DOWNLOAD

Enquanto a Akna desenvolveu um programa para negócios de todos os segmentos, a iSoft Sistemas focou no setor têxtil. Durante o período em que trabalhou nas confecções da região de Londrina, o paranaense Adriano Zanini percebeu que não havia programas específi cos para esse tipo de empresa e descobriu aí uma oportunidade de negócio. “Peguei uma fatia de mercado que as outras desenvolvedoras não queriam”, diz. Trabalhando em casa nas horas vagas, Zanini colocou o seu programa iShopping para rodar em 2004. Disposto a iniciar um negócio, demitiu-se e fundou a iSoft Sistemas. O investimento inicial foi de 2 mil reais, gastos em um desktop e móveis de escritório.

Além de oferecer serviços para firmas do norte paranaense, Zanini investiu na divulgação via internet. Preparou uma versão básica do iShopping e colocou-a gratuitamente em sites de download. O programa fez sucesso, mas o retorno fi nanceiro não era proporcional. Poucos downloads se convertiam em upgrade para o modelo pago. “O meu erro foi oferecer uma versão sem restrição nenhuma”, diz Zanini.

A virada da iSoft começou quando o empresário passou a limitar o uso da ferramenta gratuita para até 50 cadastros. Hoje o iShopping registra mais de 1 000 downloads por semana. E mensalmente vende 2 000 cópias. Com seis funcionários, o negócio faturou 680 mil reais em 2007. Neste ano, a previsão é que a receita chegue a 1,8 milhão de reais, graças ao lançamento do iTex, um ERP para indústrias de confecções e têxtil. O programa está sendo usado por oito clientes em fase piloto. “Levo vantagem sobre outras empresas de fora do Paraná porque consigo oferecer suporte local”, diz Zanini. A Akna e a iSoft estão longe de ser exceções. As chances de sucesso em TI para pequenos são bem concretas. Muitos estabelecimentos ainda usam a planilha Excel para defi nir preços, controlar estoques e cadastrar seus clientes. E boa parte deles tem intenção de usar a TI para ter uma melhor visão do negócio. “Falta mais conhecimento do que dinheiro para pagar pela tecnologia”, diz Jorge Pereira, consultor do Sebrae-SP

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Esta é uma boa estratégia. E você, o que anda fazendo para aumentar suas vendas? Adquira o curso Sucesso com Software.Ou prefere ficar só aqui no blog com essas dicas rápidas e óbvias?

LIÇÃO DE CASA 2: "Curso bom, vou divulgar!"

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sábado, 21 de junho de 2008

7 maneiras de criar grandes idéias para novos produtos

1. Faça reuniões informais - encomendando pizzas ou vídeos, como faz a Kodac, por exemplo - em que grupos de clientes se reúnam com engenheiros e analistas da empresa para discutir problemas e necessidades e, por meio de brainstorm, tentem encontrar soluções potênciais.

2. Libere algum tempo para que o pessoal técnico possa desenvolver seus próprios projetos. Assim como faz as grandes empresas de software.

3. Transforme um seção de brainstorming com clientes em uma rotina, durante visita.

4. Pesquise seus clientes: descubra o que lhes agrada iu não em seus produtos e serviços e nos produtos e serviços de seus concorrentes.

5. Trate feiras comerciais como missões de inteligência, em que você verá um um único local tudo que é novo no seu setor.

6. Faça seu pessoal técnico e de marketing conversar com seus clientes e descubra as novidades no setor de seus clientes.

7. Crie uma urna para depositar idéias. Deixe-a aberta e facilmente acessível. Permita que os funcionários analisem as idéias e façam críticas construtivas a elas.

Mais vale diversas pequenas idéias todos os dias, que a grande idéia que nunca vem.

Um bate papo sobre Software e inovação.

Este artigo tem como objetivo um bate papo sobre inovação de software. Quando quero dizer inovação é o lançamento de um software ou modelo de negócio baseado em software que não exista no mercado. Durante muitos anos sempre duvidei da premissa máxima de que os profissionais de marketing criam produtos que “as pessoas não precisam”. Oras, se não precisassem não consumiriam. Outros dizem que “cria-se necessidade”, mas como assim? Quem disse isso é porque não tem necessidade de algo que criaram, mas tem quem possua esta necessidade.


Vamos aos modelos de negócios baseados em software: o YouTube, por exemplo, já existiam vídeos pela internet antes do YouTube, mas foi preciso a criação deste serviço de armazenamento e a explosão de filmadoras em outros dispositivos para se tornar o grande sucesso. Talvez se o YouTube não tivesse sido criado, até hoje os vídeos on-line não teriam explodido como hoje. Antes do Google os sites de busca não sabiam como gerar receitas além do banner, hoje o Google é um dos 5 maiores grupos de mídia do mundo em apenas poucos anos e todos os outros buscadores copiam suas inovações, como os links patrocinados.


Hoje empresas de propaganda estão criando divisões que chamam de “digitais” responsáveis em desenvolvimento de software focado em mídia on-line, como Gadgets e widgets como soluções de mídia e comunicação. Bancos, grandes empresas, portais de conteúdos, bandas e tantos outros procuram por estes novos tipos de aplicações – alguns on-line outros para desktop – que são as grandes febres do momento e que ajudam a comunicar e criar relacionamento digital.


Se observarmos todas estas inovações baseadas em software, perceberemos que as pessoas precisam sim e que não foram criadas necessidades. Ok, alguns criaram mercados novos, outros foram baseados em mercados que já existiam mas não possuíam uma solução definitiva para a grande explosão destes mercados.


Quando comecei com informática, ficávamos esperando ansiosos os lançamentos da nova versão do DOS, e para distrair desenvolvíamos jogos de computadores em Basic. Diziam que era uma grande besteira e perda de tempo o desenvolvimento. Na época realmente era, mas hoje em dia o mercado de jogos – seja para computadores, internet ou celular – estão em alta. As empresas precisam de jogos para comunicar com seus clientes, treinar funcionários, simular situações, etc. E é um mercado que tende somente a crescer, principalmente com a nova onda do e-learning.


Se observarmos muitas das chamadas “inovações tecnológicas”, são na verdade uma evolução do que já existia. O curso à distância era por correspondência. Jogava-se xadrez por correspondência, uma partida podia levar anos para ser concluída, quando concluía. Todas estas inovações são baseadas em software.


Até o momento falei sobre software como modelo de negócio. Vou falar agora de software como serviço, também conhecido como Saas. Onde os usuários passam a assinar um determinado software. Que o grande ideal, porque existe diversas vantagem tanto para usuários quanto para desenvolvedores e empresas de software. Como você pode ler neste artigo linkado.


O mercado nunca foi tão bom em relação a software como é hoje. Há muito espaço para os mais variados tipos de software e modelos de negócios baseados em software. Não há soluções e profissionais capacitados suficientes para suprir toda a necessidade de mercado atualmente. Somente no primeiro trimestre deste ano os brasileiros compraram em média 21 computadores por minuto. Há espaço de sobra para os modelos de software já existentes e estes novos modelos. Qual adotar, hoje não importa. O conselho fundamental que costumo passar é de cobrar valor mensal. No curso Sucesso com Software é ensinado diversas formas de elaboração de preços, inclusive deste mensal. A escolha de área se limita a visão e estratégia de cada um.


A questão central deste artigo é o desenvolvimento de novos produtos. Quando digo novos produtos, quero dizer a criação de novos mercados. Questão que ainda não abordei no blog.


Um livro interessante sobre o assunto é “Estratégia do Oceano Azul”. Quem tiver a oportunidade de ler este livro: leia. É o melhor livro sobre inovação que já li.


Existem diversas formas de criar um novo produto e/ou um novo mercado. É impossível falar deste assunto num simples artigo. Mas vamos a algumas observações:


- Pesquisa – Fazer pesquisa com consumidores para saber suas necessidades. Pode-se até fazer este tipo de pesquisa com questionário. Mas acredite, as pessoas não conhecem suas reais necessidades. É preciso saber observar, sem fazer a pergunta direta.


- Imitação – Muitos tentam criar o novo imitando os grandes e melhorando. É sem dúvida o caminho mais fácil para a inovação. Devemos imitar sim. É imitando os grandes que chegamos à grandeza. Mas este tipo de estratégia dispendem de recursos e persistência além da capacidade das empresas. Por isso é muito difícil. Como exemplo, temos diversas variações do YouTube. Muitas chegam a ser até melhores, mas dificilmente irão tomar o mercado do líder.


- Sucessos no exterior – Muito cuidado com a importação de modelos de negócios que funcionam bem no exterior. Podem não funcionar para o público brasileiro. Apesar de ouvirmos desde crianças que “recebemos influência americana”, essa é uma das mentiras que de tanto repetidas acabam virando verdades em nossas mentes, mas somente em nossas mentes. Pode até ser que recebemos muitas influências, mas não somos iguais, de forma alguma, em muitos aspectos. Muitos modelos de negócios ou softwares que fazem sucesso lá fora, podem não fazer por aqui. E vice-versa. Se for imitar, faça adaptações.


Basicamente, aquele que busca a inovação deve ser bom senso de observação.


Fazer braimstorm, escrever suas idéias, buscar conhecer tudo e de tudo, ler bastante, estudar, viajar, conhecer lugares e pessoas novas e praticar, praticar e praticar. O curso Sucesso com Software, só vem a ensinar o marketing focado em software. A inovação é você quem faz.


Um abraço e fique com Deus.


Ramos de Souza Janones

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Software como serviço: benefícios e precauções

SaaS (software-as-a-service) é o modelo onde as empresas deixam de comprar licenças e passam a ser "assinantes" dos softwares, que são acessados pela internet. Conheça os prós e os contra.

Por Murilo Gun

No final do ano passado (2007), a Microsoft lançou o seu pacote de programas Office na internet. O serviço se chama Office Live Workspaces e permite salvar documentos do Word, do Excel e do PowerPoint na internet, e depois acessá-los de qualquer computador conectado à web. É necessário ter licença do Office.

Há mais de um ano existe o Google Docs, que oferece um pacote de programas similares aos dos Office (atualmente gratuito).

Mais do que uma briga entre os dois gigantes da tecnologia mundial pelo mercado de aplicativos, essa estratégia simboliza uma grande mudança na comercialização de softwares, consolidando cada vez mais a era do “software como serviço”, chamado também de SaaS (software-as-a-service).

Nesse modelo, as empresas deixam de comprar licenças e passam a ser “assinantes” dos softwares, que são acessados pela internet. Nas pequenas e médias empresas, por exemplo, o novo modelo vai permitir acesso a softwares que antes eram quase proibitivos, devido ao custo inicial (licença e hardware) e de manutenção (versões e suporte), como no caso dos atuais softwares de gestão empresarial (ERP).

Benefícios

Os principais benefícios da adoção do “software como serviço” são:

1. Redução de Custo. Não é necessária compra de hardware, uma vez que o software está na internet. Também é dispensada a aquisição de licença. Além disso, a contratação do serviço pode ser abatida no cálculo do imposto de renda sobre o lucro líquido, pois é contabilizada como despesa, enquanto a aquisição é considerada um ativo imobilizado.

2. Agilidade. Como o software está pronto para o uso no servidor do fornecedor, o processo de implantação normalmente é mais rápido. Pelo mesmo motivo, o suporte técnico é facilitado, não sendo necessário, por exemplo, deslocamento de equipe técnica.

3. Acessibilidade. Como o software está na internet, ele pode ser acessado pelos assinantes de qualquer lugar do mundo e a qualquer momento, permitindo mais integração entre unidades de uma mesma empresa.

4. Flexibilidade. Diferentemente do licenciamento, a quantidade de assinantes de um software como serviço pode aumentar e diminuir de acordo com a necessidade do contratante. Isso permite flexibilidade e adequação do custo da empresa a sua realidade.

5. Continuidade. No software-como-serviço, a evolução dos sistemas não precisa ser mais adquirida. A tendência é que os novos recursos e atualizações de versões sejam incorporados automaticamente e simultaneamente aos produtos.

Precauções

As vantagens e benefícios do software on-demand não indicam, entretanto, a migração imediata de todos os sistemas da empresa, pois nem todos eles são adequados ao novo modelo. Portanto, antes de optar, a empresa contratante deve analisar as suas necessidades com bastante cuidado.

Quatro pontos básicos precisam ser levados em conta nesse momento:

1. Acesso. Como no SaaS os softwares funcionan online no servidor do fornecedor, uma das exigências para sua adoção é o acesso internet, que precisa ser rápido, estável e redundante. Para fazer efeito, a redundância deve ser feita com operadores distintos. Esses cuidados minimizam a possibilidade de descontinuidade do serviço.

2. Aplicação. Os sistemas de missão crítica para a empresa, como os responsáveis pelas vendas (frente de loja e estoque), não são recomendados nesse modelo. Mesmo com acesso rápido, estável e redundante, a empresa não está imune à indisponibilidade, o que pode causar perda temporária de receita. As aplicações mais robustas - mesmo não sendo críticas, mas que precisam de alto desempenho de hardware - devem seguir o mesmo raciocínio.

3. Personalização. Ao optar por um software on-demand, a possibilidade de personalização é quase inexistente. Afinal um dos aspectos que o torna de baixo custo é ser padrão para todos os assinantes. Nesse caso, a empresa contratante precisa se adequar aos processos de negócios do software do fornecedor.

4. Integração. Por funcionar no servidor do fornecedor e ser padronizado, o software on-demand não se integra automaticamente com os demais sistemas instalados da contratante. A troca de informações pode acontecer, contudo, de forma manual, através da importação e da exportação de dados.

Apesar desses fatores, o software como serviço vem avançando com grande velocidade em áreas que não são afetadas pelas restrições técnicas. Um bom exemplo são os sistemas de CRM. Os principais fornecedores desse mercado, como IBM e Microsoft, já oferecem há algum tempo seus produtos no modelo on-demand. Inclusive, um deles, o SalesForce.com, nem possui o modelo tradicional, ofertando apenas o SaaS.

Os softwares anti-vírus são outro exemplo dessa tendência. Fornecedores como a Mcafee possuem duas opções para o cliente: adquirir e administrar a segurança por conta própria ou assinar um serviço gerenciado pela Mcafee. Outros softwares já atuam do mesmo modo: treinamento à distância, gerenciamento de conteúdo e e-mail marketing.

Não é simples decidir a área da empresa para utilizar o software como serviço e o momento mais adequado para a mudança, que deve ser feita gradualmente, à medida da necessidade.

A boa notícia é que esse modelo normalmente permite o teste da implantação para avaliar a adequação ao negócio. O recomendado também é procurar fornecedores que já ofereçam softwares como serviço e realizar uma análise do custo total de propriedade (TCO) e do retorno sobre o investimento (ROI). [Webinsider]

quarta-feira, 14 de maio de 2008

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domingo, 11 de maio de 2008

Dica: Criação de eventos para lançamento de software

Software é tratado como direito autoral, assim como livros, músicas e outros. Mas porque a maioria das empresas e profissionais de sofware não adotam estratégias de lançamento como fazem os autores de músicas e livros?

Geralmente ao lançar um livro, o autor ou a editora, realiza um evento de lançamento. Um coquetel com palestra. Até hoje são poucas as empresas de software que realizam eventos de lançamentos para software.

É uma estratégia de divulgação interessante, que tem como objetivos:

  • Criar relacionamento com os atuais clientes.
  • Proporcionar um network entre empresários que participam do evento.
  • Realizar um "treinamento" disfarçado em palestra sobre o novo software ou atualização.
  • Gerar novos negócios no momento do evento.
  • Facilitar o levantamento de indicações de novos clientes feito pelos próprios clientes.
  • Permitir que possíveis novos clientes possam experimentar o software.
  • Gerar mídia espontânea.
  • Vender software.

Um evento não tem o custo alto e seus resultados são muito interessantes.

O mesmo evento de lançamento, além do coquetel, pode ter muitas atividades, tais como:

  • Sorteito de licenças de uso ou de atualizações.
  • Descontos na compra do software ou atualização.
  • Sorteios de prêmios.
  • Distribuição de brindes.
  • Palestra sobre o sofware ou atualização.
  • Palestras relacionadas aos negócios dos clientes com palestrante convidado.
  • Apresentação musical após a palestra.
  • Oficinas paralelas de interesse do público alvo do evento em parceria com outras empresas, como o Sebrae de sua cidade ou Instituição de ensino.
  • Área de simulação de negócio com demonstração do produto/serviço aos participantes do evento, como um evento paralelo.

Vale lembrar de sempre convidar jornalistas ao evento para que possam gerar mídia espontânea sobre a empresa ou software lançado e criar um bom relacionamento com a imprensa.

É uma estratégia que traz bastante resultados, mas pouco praticado pelas empresas e profissionais em geral.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Estudo de casos de estratégias on-line para software

As grandes empresas de Software mostram como trabalhar a construção de suas marcas e seus produtos de forma eficaz. No curso Sucesso com Software em "Estudos de Casos e Tempestades de Idéias", apresentamos diversos estudos de casos e damos diversos exemplos de novas estratégias para software, além das já mencinadas no decorrer do curso.

A seguir algumas estratégias da Microsoft que na época que estavamos escrevendo o curso ainda não haviam sido analisadas:

A Microsoft há alguns anos vem mostrando diversas formas de trabalhar a divulgação de seus softwares pela web. Alguns exemplos:

Há pouco tempo a Microsoft fez uma campanha contra o Linux em links patrocinados do Google, Yahoo e seu próprio site de buscas. Ao digitar a palavra "Linux" ou qualquer distribuição Linux aparecia em seu resultado de busca a seguinte chamada: "Linux ou Windows, qual o melhor?". Ao clicar era redirecionado para um hotsite do Windows mostrando as diferenças entre as versões.

Um estratégia relativamente economica, altamente segmentada e que causou grandes polêmicas na época.

Há pouco mais de um ano, a Microsoft vem utilizando de Blog para divulgar seus softwares. É o Ócio 2007: http://www.ocio2007.com.br/ que tem o objetivo de divulgar o Office 2007 e o que os usuários podem fazer com o novo Office, além de diversos concursos com bons prêmios.

O vídeo a seguir a responsável pela estratégia do blog explicando a estratégia do Blog que vale a pena assistir:


Video: IT Central - Entrevista - Edição 020

Estas estratégias são estratégias fáceis de imitar e que levam pouco investimento. Estou fazendo este post para servir de novos elementos de Estudo de Casos, que o curso Sucesso com Software não abordou. A internet tem esta grande vantagem: de podermos criar boas ações com baixo investimento e um grande alcance, aumentando ainda mais as chances de vendas neste canal interessante que é a Web, de igual para igual com grandes concorrentes e, se formos mais criativos e criarmos mais facilidades e conteúdos, podemos nos destacar da concorrência e até mesmo do líder de um segmento.

Saiba mais sobre como analisar a concorrência e elaborar estratégias no curso Sucesso com Software.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A evolução dos negócios e as tendências de software

A Internet brasileira completa este ano 12 anos. Neste artigo vamos analisar as grandes mudanças no mundo dos negócios e na vida das pessoas neste curto período de tempo e as principais tendências para software.

O ponto, talvez, fundamental nesta evolução tecnologia é a redução de custos e um aumento na lucratividade das empresas, de modo geral, em até 10 vezes ou mais. Um grande exemplo é a Dell Computers, com o fato de atender os clientes pessoais diretamente pela web, vendendo computadores customizados, reduziu seu estoque de 60 computadores por dia, para 60 computadores por ano em estoque. Isso reflete também no atendimento aos clientes. Antes era preciso montar bases e Call Centers caros para o atendimento aos clientes e eram feitos por telefones e correio. A média de um atendimento era de 180 minutos e caiu para 20 minutos, além de reduzir os diversos custos de atendimento ao cliente. Somente na Oracle, o custo de atendimento ao cliente caiu de U$ 350,00 para U$ 20,00.

Outros modelos de negócios mudaram. As estratégias das empresas deixaram de “empurrar” para “puxar”, de adivinhar para saber. Isso mesmo. Mas para entender isso é preciso conhecer um pouco da história do Varejo, do atacado e da Indústria:

Até final dos anos 80, era a indústria que mandava no mercado. Tudo que a indústria lançava, vendia aos milhões. Neste período era comum assistir na TV e em diversos outros veículos de comunicação de massa, anúncios de produtos feitos pela própria indústria. Era uma estratégia de empurrar, onde investe em publicidade, gera o interesse e procura dos produtos e os varejistas eram “obrigados” a comprar o produto da mídia para oferecer em seus estabelecimentos. Neste período também, a indústria tinha grande poder sobre os varejistas, pois ela determinava seus lucros e os preços de seus produtos. Soma-se a isso o fato de não haverem muitos concorrentes, pela dificuldade de acesso a tecnologias para a fabricação de produtos.

No final dos anos 80 e inicio dos anos 90 a indústria começou a perder esta grande força que possuía sobre o varejo, com o surgimento de grandes varejistas como, por exemplo, o Wall Mart e o fato de as tecnologias ficarem mais acessíveis a outros empresários, aumentando assim a concorrência. Um distribuidor como o Wall Mart possui um grande poder de compra. É uma empresa varejista que possui lojas no mundo inteiro, além de ser o líder varejista nos EUA que é o maior consumidor do mundo. Este poder de compra, somado ao surgimento de novas indústrias conforme os equipamentos de produção têm seus preços reduzidos e são criados facilidades de compra, caso uma indústria deixe de vender para uma rede como a Wall Mart ele perde uma grande participação de mercado, não apenas local, mas global, para outros concorrentes.

Hoje temos diversos grandes varejistas, como as Casas Bahia, Carrefour, Magazine Luiza e tantos outros. E, ao contrário dos anos 80 e inicio dos anos 90, é raro assistirmos na TV ou outros veiculo de comunicação em massa à propaganda veiculada pela própria indústria, este papel foi substituído pelos grandes varejistas, que praticamente dominam este espaço.

Neste período surgiram também grandes varejistas on-line, como a própria Dell e o Submarino e cada vez mais surge grandes varejistas para competir ainda mais.

Esta história, também ilustra que a inflação está sendo controlada, também, por esta grande competição. Hoje, não apenas os grandes varejistas estão entrando – muitas já entraram – para a web, como também os pequenos e micros varejistas.

O fundamental em toda esta história é a reformulação dos negócios. Na indústria, houve uma grande mudança, enquanto até então o principal impulso das indústrias era o de padronização de fabricação de produtos e processos de negócios, com o surgimento da internet comercial houve uma busca pela customização da produção e dos processos de negócios, atingindo assim, a excelência do marketing.

Muito já foi falado de customização, mas o que significa? Customização significa que a empresa é capaz de produzir bens diferenciados individualmente, sejam eles produtos adquiridos pessoalmente, por telefone ou on-line. Os consumidores viraram os próprios projetores (sic) de seus produtos.

Com este processo de customização nas Indústrias, surgiu uma convergência setorial, onde, por exemplo, empresas farmacêuticas deixaram de ser apenas empresas de química para tornarem-se centros de pesquisa de biogenética a fim de produzirem produtos de cosmética e alimentos nutritivos a fim de atender os mais diversos desejos de seus consumidores a partir da detecção de oportunidades de dados levantados de seus próprios consumidores graças a esta nova tendência de customização. Outro exemplo é a Kodak que passou a deixar de lado os processos químicos para utilizar processos eletrônicos para revelação de filmes e imagens digitais, a Disney que antes apenas fazia desenhos e tinha seu parque temático passa a vender produtos, licenciar marcas, etc.

Toda esta história contada até o momento sobre a indústria e o varejo foi possível graças ao e-business (comércio eletrônico), que podemos definir como B2C, B2B e C2C, onde:

- B2C é o comércio eletrônico entre empresa consumidor final.
- B2B é o comércio eletrônico entre empresas.
- C2C é a reunião de consumidores on-line (grupos de discussão, fóruns, etc) que não apenas consomem um produto, mas também conversam com outros consumidores desses produtos se relacionando entre si. O chamado boca-a-boca virtual.

Até o momento falamos muito sobre B2C e pouco sobre B2B. O grande varejista, como por exemplo, o Grupo Martins, possui seus sistemas de B2B para comercialização e relacionamento com seus clientes, que são empresas que compras deste grande atacadista.

Há também os chamados leilões reversos, também utilizados na forma de B2B, por exemplo, um grande varejista precisa adquirir produtos e colocam a sua “necessidade” de adquirir tal produto e coloca em seu sistema de B2B seu interesse, os fornecedores/indústrias acessam este sistema do varejista e ganha aquele que oferecer o menor preço e as maiores vantagens ao varejista. O varejista por sua vez fecha todos seus pedidos através deste sistema automatizando e agilizando todos seus processos, podendo trabalhar cada vez mais com uma quantidade mínima de estoque.

Os grandes varejistas também estão, em sua grande maioria, na internet com seus sites de B2C, oferecendo todas as vantagens que já citamos neste trabalho.

Tudo isso permitiu além da segmentação a redução de custos de comunicação e atendimento aos clientes.

Mas o que a internet proporcionou à vida das pessoas e das empresas?

A internet, de um modo geral, permite:

· Maior interatividade com seus usuários;
· Relacionamento;
· Alta segmentação;
· Redução de custos;
· Personalização e customização (A excelência do marketing);

Maior interatividade com seus usuários

A internet possui um alto grau de interatividade entre usuários. Um exemplo básico é o envio de e-mails que permitem que o usuário de internet responda a uma campanha. Banners cada vez mais sofisticados permitem que o usuário interaja com as peças criadas, seja passando o mouse sobre o banner e o mesmo se expandindo, seja com mini-jogos embutidos nestas peças de banners.

O uso de interatividade (participação do público alvo com a peça publicitária) com a internet é alto. São inúmeros exemplos que podemos citar, tais como: quizes, enquetes, jogos, e diversos outros.

Relacionamento

O maior uso da internet hoje é o relacionamento. Basta observar que o maior uso da internet hoje é em sites de relacionamento, como o Orkut, sistemas de chat ao vivo como o MSN ou o Skype, e-mails, blogs, mensagens SMS (celular) entre diversas outras ferramentas de relacionamento.

Para as empresas, além destas ferramentas já citadas que são bastante utilizadas, podemos citar aplicações de CRM que permitem gerenciar todo contato com clientes e fornecedores e fazer previsões de vendas individuais.

Alta Segmentação

Assim como as revistas, o rádio e até mesmo programa de televisão, a internet é altamente segmentada com sites com todos os temas e interesses. Existem portais que possuem diversos segmentos de interesse, geralmente de grupos de mídia (que será tratado mais adiante). Até mesmo em sites de busca é possível segmentar uma publicidade com o uso de palavras chaves.

Redução de custos

Diversas empresas puderam reduzir o investimento em Call Centers com o uso da internet, através de FAQs, que possuem as dúvidas mais freqüentes de seus clientes. Hoje tecnologias como Voip, SMS, Palm, Celular, reduziram drasticamente o custo de comunicação interna e externa de empresas e pessoas, além da automatização.

O custo da publicidade na internet também não é muito alto.

Personalização e customização

O uso de banco de dados permite recolher o maior número de informações de um usuário da internet, através de cadastros, pesquisas, dados de compras, cookies que reconhecem o usuário ao entrar em um site. Isso permite uma maior personalização não apenas de mensagens, mas também de produtos direcionados de acordo com o perfil do usuário analisando todos os dados recolhidos sobre o mesmo. É comum hoje quem compra no Submarino ao entrar no site já ver seu nome registrado no site dando boas vindas, além disso, a página principal é personalizada com produtos de acordo com seu perfil, além de ter uma lista das últimas 10 produtos pesquisados pelo usuário no site do Submarino em sua ultima visita. Campanhas de e-mail marketing também são geradas de acordo com este perfil, como podemos observar no site da editora Campus onde o disparo de promoções e lançamentos são enviados de acordo com o interesse dos usuários cadastrados.

A customização é outra característica fundamental na internet. Hoje os usuários podem personalizar as páginas que mais visitam – não são todas que permitem, mas já existem diversas que permitem esta personalização pelo próprio visitante do site. É possível criar o próprio carro no site do fabricante; a banda de Rock norte americana Pearl Jam inovou recentemente criando um serviço onde: pessoas que assistissem ao show da banda em qualquer parte do mundo podem montar um CD com as músicas gravadas ao - vivo daquele show, escolher um modelo de capa pré-desenvolvido com o tema da cidade e/ou país onde houve o show e colocar outras informações personalizadas nesta capa e adquirir a apenas nove dólares este CD. É a perfeição do marketing. Diversas campanhas off-line em conjunto com campanhas on-line também permitiram a customização pelo seu público alvo, como por exemplo, a confecção do próprio vídeo para a mesma campanha na TV onde os melhores produzidos, através de um próprio editor de vídeo on-line, no próprio site do produto, com as imagens e animações pré inseridas para que as pessoas pudessem personalizar a sua própria maneira, ganhavam prêmios.
Até mesmo um “Big Brother” com produto e marca já foi produzida na internet, onde colocaram um monitor colado com Super Bonder em uma parede sendo transmitida ao vivo pela internet, onde os internautas podiam escrever mensagens que apareceriam em tempo real neste monitor. Ao mesmo tempo em que viam uma contagem da quantidade de dias, horas e segundos que o monitor estava colado com o produto na parede. Esta ação ganhou espaço na mídia, em blogs e até mesmo em correntes de e-mails.

Todo este envolvimento com o produto ou a marca fortalece seus conceitos e posicionamento na mente dos consumidores.

A pergunta que não que calar

Muitas pessoas questionam se o comércio eletrônico substituirá o comercio tradicional. A resposta é não, porém, aqueles que estão no mercado tradicional precisam estar no mercado on-line, pois este permite além de uma maior comodidade a seu consumidor, também expandir sua área de atuação e incrementar suas vendas e relacionamento com clientes, além de aproveitar para incrementar informações sobre seus consumidores em seus bancos de dados.

O mesmo vale para empresas de comunicação, que devem consolidar campanhas off-line com campanhas on-line.

Uma análise da empresa de software de ontem e de hoje

Antigamente era muito difícil em empresa de software ou profissional vender seus softwares e serviços para além de sua cidade e região. Por diversos fatores: investimento alto em divulgação, custo de equipe de vendas, custo de suporte técnico, concorrência e diversos outros fatores. Hoje, porém, com a internet é possível ter um alcance muito maior que o de um país com custos muito mais baixos e sem a necessidade de uma equipe de vendas e, mesmo com uma equipe de vendas, se precisarem muito menor; o custo de suporte técnico reduziu dramaticamente, era preciso se locomover, utilizar de interurbanos, perdia-se muito tempo. Hoje temos o suporte remoto, as intranet e extranet onde usuários podem acessar base de perguntas e respostas, atualizar seus sistemas, fazer backup de informações dos bancos de dados on-line, acessarem base de conhecimentos multimídia, enfim, uma gama enorme de facilidades que reduziram os custos e aumentaram a qualidade do atendimento e dos sérvios oferecidos.

O mundo hoje é completamente diferente do mundo há 12 anos atrás, diria até mesmo que totalmente diferente que há 5 anos atrás.

As principais tendências para software

Hoje podemos observar novas tendências para software. São elas:

- Software de monitoramento on-line – Com o aumento de usuários na internet e a popularização de blogs e comunidades virtuais. É muito difícil para as empresas acompanharem o que as pessoas estão falando de seus produtos, serviços e até mesmo da própria empresa. Softwares que permitem este monitoramento pela Web de tudo que é postado pelas pessoas em blogs, comentários, fóruns, sites, comunidades, scraps entre outros é de fundamental importância para diversas empresas.

- Softwares on-line – Reduz a necessidade de aquisição de equipamentos, por utilizar da internet e de um browser, reduz os riscos de roubo e perdas de backup – uma vez que ficam sobre a responsabilidade da empresa de software. Permite um aperfeiçoamento constante do sistema, sem a necessidade de atualizações, não é necessário investir em um grande servidor. Estas são as principais vantagens para o usuário. Para a empresa de software temos as seguintes vantagens: recebimento mensal garantido, facilidade de atualização e suporte técnico, redução de custos.

- Software para dispositivos portáteis – Além dos PADs há também os celulares, agora com a tecnologia 3G a possibilidade de criação e desenvolvimento de novos negócios que necessitam de softwares específicos para estas novas tecnologias. Além de maior acesso da população e dos empresários a estas tecnologias que ficam cada vez mais populares.

- E-Learning – A redução de custos e novas formas de criar o aprendizado on-line. É uma área em bastante evolução no Brasil e no mundo.

Estas são apenas as principais tendências para software. Existem diversas oportunidades que ainda há espaço no marcado e diversas outras que podem ser exploradas.

sábado, 15 de março de 2008

Estratégia de Vendas de Software: Da prospecção à venda.

Recentemente no blog do curso Sucesso com Software, lancei um concurso da ação mais criativa pára divulgar ou vender software. Houve apenas duas participações e duas lições aprendidas: a primeira de produzir um concurso mais fácil de participar e a segunda uma das ações postadas que fizeram escrever este artigo.

Uma das ações postadas pelos leitores do blog foi: “(...)é bolar um belo folder do sistema, colocar um notebook na pasta e ir a campo Mostrando o Sistema para os possíveis clientes.”. Esta não é a única estratégia, mas é a mais utilizada e mais conservadora das estratégias utilizadas para vendas de software. Mas basta fazer um “belo folder e sair em campo”, ou tem que fazer algo mais?

Para esta estratégia, antes de bolar qualquer ação e sair a campo é preciso realizar todo um trabalho antes, são eles:

  • Prospecção: Pesquisar por clientes potenciais para a software-house e buscar indicações.
  • Definir alvos: decidir como alocar tempo entre clientes atuais e clientes futuros, pois os clientes atuais podem indicar novos clientes.
  • Comunicação: qual a melhor forma de abordar um possível cliente e fazer a apresentação de soluções.
  • Venda: aproximação do cliente, apresentação, resposta a objeções e fechamento da venda.
    Atendimento: oferta de vários serviços ao cliente, como consultoria para problemas, assistência técnica, obtenção de financiamento aos clientes, agilizar a entrega do produto ou serviço.
  • Coleta de informações: fazer pesquisa de mercado e planejar a conquista de novos mercados.

Estes são, portanto, os passos fundamentais para sair em campo. É muito difícil a venda de software sem a realização de todo este levantamento realizado previamente a visita a um potencial cliente. Sem realizar estas 6 etapas torna ainda mais difícil a venda de software.

Para esta estratégia de vendas podemos dar ainda mais soluções que podem ser embutidas nestas mesmas ações. Na primeira parte do curso Sucesso com Software mostramos, além de análise da concorrência e diversas estratégias de preços, a definir entre 1% a 3% do faturamento mensal para a publicidade e no final mostramos como analisar qual a melhor época para anunciar e/ou dar ou não descontos. A empresa ou profissional pode aproveitar esta época analisada de melhor venda para canalizar toda a verba de comunicação que usaria em um ano, para usar todo o arsenal neste período de melhor época. Assim torna fácil a aproximação com possíveis clientes, por existir uma referência muito forte à empresa ou ao software e ainda pode formar uma equipe de vendas fazendo todos os passos desta ação, tornando ela muito mais eficiente.

Mas esta ação de comunicação é importante contratar os serviços de uma agência de publicidade, pois eles saberão como alcançar melhor seu objetivo e criarão peças publicitárias interessantes e que agradem ao seu público alvo. E associar uma boa comunicação com estas ações garante um resultado melhor e tornaram as vendas mais fáceis.

Mas lembre-se que esta não é a única estratégia que pode ser utilizada para a venda de software, existem diversas outras estratégias interessantes que podem ser utilizadas, mas o uso desta estratégia com ações de comunicação pode garantir um melhor resultado nas vendas.

Mais informações no curso Sucesso com Software, a seguir:

Sobre o curso Sucesso com Software

O curso em DVD "Sucesso com Software". É ministrado pelo diretor da companhia, Ramos de Souza Janones, o mini curso tem duas horas de aulas sobre temas como estratégias e programas de preços, atendimento e suporte a clientes, procedimentos corretos para venda de software, venda pela Internet, entre outros.O material vem acompanhado de um CD multimídia que complementa os textos com conteúdos de áudio. O curso é vendido somente pela Internet, no site a baixo.

Site: http://www.sucessocomsoftware.com.br/